O Mainz foi valente e chegou perto de uma glória em 2009

O Mainz foi valente e chegou perto de uma glória em 2009

A maioria das pessoas que gostam do futebol alemão, mas que não chegam a ser especialistas em todos os times, devem ter apenas uma referência do Mainz 05, que seria: “Ah, é o time que o Klopp jogou e o primeiro que treinou.”

O Mainz foi valente e chegou perto de uma glória em 2009
Klopp jogou no Mainz de 90 a 2001 e treinou o time de 2001 a 2008.
Fotos: Martin Jose/Getty Images e theredmentv.com / Arte: FCA

Ok, isso está certo! Até porque os Karnevalsverein nunca conquistaram um título de expressão ou fizeram campanhas estupendas na Bundesliga. A realidade é que o clube da cidade de Johannes Gutenberg, inventor da prensa gráfica, luta para se manter na primeira divisão. E naquela temporada, inclusive, era um time de segundo escalão.

Mas na temporada 2008/2009 a equipe mostrou uma força incrível na Copa da Alemanha ao derrubar gigantes e “caiu atirando”, quando o conto de fadas acabou.

O adversário na primeira rodada era o SV Babelsberg 03 das divisões regionais da Alemanha, que não deveria dar tanto trabalho, mas o que vale é que, mesmo com o gol da vitória de 2×1 vindo no segundo tempo da prorrogação, através do montenegrino Dragan Bogavac, o importante era se manter vivo.

Na segunda eliminatória, um adversário de muito mais peso: o FC Colônia, tetra campeão da competição. E como a lógica no futebol não existe, o Mainz se saiu bem melhor e com pouco mais de uma hora de jogo já ganhava de 2×0, com gols do marfinense Aristide Bancé e do eslovaco Miroslav Karhan.

O marfinense Aristide Bancé ainda faria mais na competição.
Foto: FSV Mainz 05

O Colônia chegou a diminuir, mas pouco depois o montenegrino Milorad Peković chutou de longe para colocar a última pá de cal nos bodes e fazer o Mainz seguir firme no torneio.

O roteiro se repetiu um pouco nas oitavas de final, quando já fazia 2×0 no Freiburg, com gols de Niko Bungert e Bancé com uma hora de partida, até que viu o adversário diminuir, o que não foi problema, pois o colombiano Elkin Soto saiu do banco para fechar a fatura e colocar os Die Nullfünfer nas quartas.

Nas quartas de final, como diz o narrador João Guilherme: “Para tudo!”. O gigante Schalke 04 era a muralha a ser escalada. Para se ter uma ideia, aquele time dos azuis reais contava com nomes como: Manuel Neuer no gol, Rafinha e Bordon na defesa, Rakitic no meio e Farfán e Kuranyi no ataque.

O Mainz sabia que teria que furar uma muralha chamada Manuel Neuer.
Foto: repdrodução

O Schalke 04 pressionou muito com chegadas perigosas e bola na trave, porém, aos 43 do segundo tempo, o Mainz lança um tiro livre quase do meio campo na área e a bola cai exatamente no pé de Bancé, que só tem o trabalho de dominar e empurrar para o fundo do gol de Neuer.

O Stadion am Bruchweg veio abaixo junto com toda a cidade de Mainz, o impossível aconteceu! A equipe treinada por Jörn Andersen tombou o gigante e seguiu firme para a semifinal.

Nas quartas, mais uma pedreira: o Bayer Leverkusen, que tinha no seu elenco nomes como Arturo Vidal, Toni Kroos, Renato Augusto e Stefan Kießlin.

Com Vidal e Kroos no meio, o Bayer era um time de respeito.
Foto: Lars Baron/ Getty Images

O grego Angelos Charisteas colocou o Leverkusen na frente do placar faltando seis minutos para o final do jogo e, até então, parecia que o conto de fadas acabaria por ali.

Porém, a história das quartas se repetia mais uma vez com o iluminado Bancé, que marcou novamente aos 43 da segunda etapa para deixar a Esprit Arena incrédula. Aquele time realmente iria cair de pé.

Na prorrogação, o Bayer superou os Karnevalsverein. Todavia, mesmo eliminado, aquela Copa da Alemanha mostrou o melhor Mainz da história e provou repetidas vezes que era um time guerreiro.

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