Stuttgart campeão histórico de 2007

Stuttgart campeão histórico de 2007 – A hegemonia do Bayern de Munique na Alemanha é tão grande que aqueles times que conseguiram chegar perto do colosso da Baviera merecem ser saudados.

O Borussia Dortmund é o que chega mais perto desse feito, principalmente na época em que Jürgen Klopp estava no comando do time da muralha amarela.

O Wolfsburg da temporada 2008/2009 foi um desses campeões e ganhou muito espaço na mídia, pois teve brasileiros como destaque: Josué, que foi o capitão que levantou o troféu e Grafite, que fez uma temporada exuberante.

Só que duas temporadas antes, um time conseguiu esse feito sem ter nenhum brasileiro que chamasse mídia para si, mas que alcançou a glória de ser campeão em uma das temporadas mais diferentes na Alemanha.

Stuttgart campeão histórico de 2007

O Stuttgart sempre foi um time respeitado no país, mas nem de longe entrava como candidato ao título na temporada 2006/2007. E isso era referendado pela sua temporada anterior.

Na temporada 2005/2006, Giovanni Trapattoni era um dos maiores reforços do clube.

Stuttgart campeão histórico de 2007 - Trapattoni
Trapattoni (à esquerda) chegava como grande reforço do Stuttgart.

O treinador já era uma divindade, pois havia sido campeão de tudo na Itália e já tinha tido sucesso na Alemanha, arrematando uma Bundesliga com o Bayern na temporada 96/97.

Stuttgart campeão histórico de 2007 - Trapattoni.
Trapattoni esperava repetir o sucesso que teve no Bayern.

Apesar das perdas importantes de Aleksandr Hleb para o Arsenal e de Kevin Kuranyi para o Schalke 04, houve a tentativa de repor as perdas com a vinda de jogadores consagrados.

Duas contratações dinamarquesas norteavam a retomada, com a vinda do atacante Jon Dahl Tomasson do Milan e do ponta esquerda Jesper Grönkjaer do Atlético de Madrid.

Tomasson e Grönkjaer
Tomasson e Grönkjaer foram as contratações mais importantes para a temporada 05/06.

Dois jovens que viriam a ser ídolos, saíram das categorias de base para formar o plantel principal, eram eles: Mario Gómez e Christian Gentner.

Mario Gómez e Christian Gentner

Cedo na temporada já era visível que as coisas não estavam indo bem. Na Copa da Alemanha, após sofrer na prorrogação para eliminar o Hoffenheim na primeira rodada, os Die Roten amargaram uma eliminação precoce na segunda eliminatória, frente ao pequeno Hansa Rostock da segunda divisão.

Naquela altura, final de outubro, o Stuttgart era um time que quase não perdia, mas também quase não ganhava.

Até a eliminação da Copa da Alemanha a equipe tinha uma campanha, na Bundesliga, de duas vitórias, duas derrotas e nada menos do que seis empates, estando emperrado no 9º lugar.

Na Copa da UEFA, o time até que ia bem, se classificando para a segunda fase, mas haviam certos questionamentos dentro do vestiário.

Os jogos eram sempre com poucos gols, realmente a mentalidade italiana de Trapattoni fazia com que o time fosse firme, porém sem ousadia, o que desencadeou uma crise no elenco.

Os dinamarqueses Tomasson e Grönkjaer, criticaram abertamente o treinador, afirmando que o Stuttgart tinha medo de atacar. Em resposta, Trapattoni os colocou no banco de reservas, o que azedou de vez o clima.

Trapattoni e Grönkjaer no Stuttgart.
Trapattoni e Grönkjaer.

Em fevereiro de 2006, com apenas sete meses de trabalho, Trapattoni foi demitido pelo Stuttgart, sob a afirmação da diretoria de que “ele não estava alinhado com as ambições do clube”.

O alemão Armin Veh, que nunca havia sido campeão na carreira, foi o escolhido para suceder o italiano, que havia deixado o clube no 7º lugar. E ao final da temporada, os números frios apontavam para uma mudança para pior.

Stuttgart - Armin Veh
Nenhum torcedor esperava ver essa imagem quando Armin Veh assumiu.

A equipe alemã terminou a Bundesliga duas posições abaixo, na 9º colocação e fora eliminada na primeira fase no mata-mata da Copa da UEFA. Pelo menos o vestiário estava mais calmo.

A temporada de 2006/2007, ascendia, no mínimo, com muitas dúvidas. Grønkjær deixou o clube e Tomasson estava sofrendo com lesões e viria a ser emprestado para o Villareal na janela de janeiro.

A equipe optou por explorar novos mercados e se preocupar com a defesa, com isso chegaram o mexicano Ricardo Osorio, para a lateral direita, e o marfinense Arthur Boka, para a esquerda.

No meio, aportou outro mexicano Pavel Pardo além do sueco Farnerud e do brasileiro Antônio da Silva.

Stuttgart: Pardo, Osorio, Boka(acima), Antônio da Silva e Farnerud.
Pardo, Osorio, Boka (acima), Antônio da Silva e Farnerud eram as apostas para 06/07.

A primeira parte da temporada já surpreendia, pois em 17 jogos, o Stuttgart perdeu 3, empatou 5 e ganhou 9, o deixando na 4ª colocação.

Na volta da pausa de inverno, a goleada de 4×1 sofrida para o Nuremberg não desanimou a equipe, que enfileirou quatro vitórias seguidas, se destacando o triunfo sobre o Dortmund fora de casa, o que os deixou na segunda colocação.

Na Copa da Alemanha tudo ia muito bem, obrigado! O clube havia havia eliminado o Hertha Berlin e passado às semifinais.

Na Bundesliga, o título veio após uma incrível sequência de oito vitórias seguidas, dentre elas um 2×0 sobre o poderoso Bayern de Munique, com Mario Gómez e o brasileiro naturalizado alemão, Cacau, brincando de fazer gols, enquanto o goleiro Timo Hildebrand pegava até pensamento.

Stuttgart: Cacau, Goméz e Hildebrand.
Letal no ataque com Gómez/Cacau e uma muralha na defesa com Hildebrand. O Stuttgart estava voando.

O título veio na última rodada com a vitória sobre o Energie Cottbus, no Gottlieb-Daimler-Stadion (atual Mercedes-Benz arena) lotado com 56 mil torcedores que comemoraram muito um título histórico, terceiro do clube.

A temporada quase foi de dobradinha, já que na Copa da Alemanha chegou à final, mas perdeu na prorrogação para o Nuremberg, nada que tire o valor desse feito histórico dos comandados de Armin Veh, que conquistaram seu primeiro título na carreira.

Essa era a escalação do Stuttgart no jogo do título.

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