PSV Eindhoven de 2005: Um time que ficou na história

PSV Eindhoven – O futebol holandês padece de capacidade financeira para defrontar os grandes da Europa. Outrora, times como Ajax, PSV e Feyenoord sempre entravam em torneios europeus com a expectativa de irem longe. 

Com o advento da Lei Bosman, que levou os clubes a deixarem de ser donos dos jogadores e à livre circulação de trabalhadores europeus entre os países da união europeia, ganhar algo ficou praticamente impossível.

É óbvio que o Ajax, vez ou outra, consegue chegar na segunda fase da Champions e ir longe, além de fazer o mesmo na Liga Europa. 

A questão é que isso nunca se dá de forma constante, pois para poder continuar se mantendo, o gigante de Amsterdã precisa vender jogadores para equilibrar o caixa, com isso esse dinheiro é realocado em contratações de jogadores revelações. Basicamente, compra barato e vende caro.

O último título de Champions League do Ajax foi em 1995, com uma geração de ouro, que logo depois foi toda embora do clube para brilhar em ligas mais ricas. Desde então, nenhum time holandês voltou a uma final de UCL. 

O último título de Champions League do Ajax foi em 1995,
Ajax: o último holandês a ser campeão da Champions.
Da esquerda para a direita em pé: Van der Sar, Seedorf, Rijkaard Finidi, F. de Boer e Blind.
Agachados: Litmanen,Reiziger, Davids, Overmars e R. de Boer

Por outro lado, jogadores holandeses sendo campeões europeus tivemos aos borbotões. E se para o Ajax a situação já é difícil, imagina para os outros grandes holandeses que não têm o mesmo poderio financeiro que a equipe da capital.

Por isso, o PSV da temporada 2004/2005 merece ser lembrado, pois, por pouco, não eliminou um colosso e, caso o tivesse feito, estaria em uma final em jogo único contra o Liverpool, que não tinha um esquadrão na época, ou seja, chegou muito perto de levantar um título europeu de peso.

PSV Eindhoven: O último grande time holandês

A temporada de 2004/2005 ascendia ao horizonte com muitas dúvidas para o PSV, afinal, o time perdeu jogadores importantes na janela de transferências e, ao mesmo tempo, as contratações eram de apostas  baratas para o futuro, já que times holandeses não têm um cheque em branco como as equipes inglesas ou os gigantes espanhóis. 

Entre os atletas que deixaram o clube naquele verão os mais importantes eram  Arjen Robben e Mateja Kežman, vendidos ao Chelsea por uma quantia somada de 25.5 milhões de euros.

Também deixaram o PSV o zagueiro Kevin Hofland, que foi para o Wolfsburg da Alemanha, por €2 milhões e o ponta dinamarquês Dennis Rommedahl, cedido ao Charlton da Inglaterra, por €3,5 milhões.

PSV Eindhoven - Kežman e Robben
Kežman e Robben foram as perdas mais significantes para a temporada 04/05.

Ainda entrou no caixa a venda para o Heerenveen de um certo atacante de 20 anos chamado Klaas-Jan Huntelaar, pela bagatela de 900 mil euros. Ficou óbvio pelo andar da carreira do jovem que foi um tremendo erro deixá-lo sair, mas isso seria assunto para outro post.

Fonte: https://www.transfermarkt.com.br/psvtm/rekordabgaenge/verein/383/saison_id/2004

Dos quase 32 milhões de euros que entraram nos cofres do clube foram gastos cerca de €12 milhões em novas contratações.

 E pelo menos três delas foram certeiras: €1 milhão gastos no goleiro brasileiro Gomes, vindo do Cruzeiro, o empréstimo do zagueiro brasileiro Alex, que não conseguiu o visto de trabalho para jogar no Chelsea e os €3,5 milhões pagos ao Alianza Lima pelo ponta peruano Jefferson Farfán, trouxeram ao clube um lucro financeiro e esportivo.

Ainda aportaram em Eindhoven naquela temporada o ponta esquerda americano DaMarcus Beasley, vindo do Chicago Fire dos EUA por €2 milhões, o volante húngaro Csaba Fehér (€765 mil) do NAC Breda, o atacante Gerald Sibon(€750 mil) vindo do Heerenveen e, a mais cara de todas, o atacante brasileiro Robert que custou €4 milhões e estava no Atlas do México.

PSV Eindhoven: O último grande time holandês

E um reforço que veio a custo zero e que também foi de grande valia para o plantel foi o do volante Phillip Cocu, que acabara o seu contrato com o Barcelona e estava livre no mercado. Já com seus 33 anos de idade, a experiência de um jogador de Copa do Mundo também viria a ser decisiva na temporada que se aproximava.

As apostas do PSV Eindhoven para a temporada 04/05: Gomes, Alex, Farfán, Beasley, Cocu, Robert, Sibon e Fehér.
As apostas do PSV para a temporada 04/05: Gomes, Alex, Farfán, Beasley, Cocu, Robert, Sibon e Fehér.

É bom salientar que os Boeren não vinham de uma boa temporada 2003/2004. No âmbito nacional, foi vice-campeão holandês seis pontos atrás do Ajax e fora eliminado pelo modesto NAC Breda nas quartas de final da Copa da Holanda.

Na Champions League, ficou em terceiro em um grupo que ainda contava com Monaco, Deportivo La Coruña e AEK Atenas, sendo jogado assim para a Copa da UEFA, onde também não foi muito longe, parando nas quartas de final para o inglês Newcastle, depois de eliminar Perugia e Auxerre nas fases anteriores.

Mesmo com essa temporada xôxa, o técnico Guus Hiddink foi mantido, afinal, era preciso uma verdadeira hecatombe para derrubar um treinador tão icônico da história do clube, que simplesmente levantou o maior título da história do PSV: a Copa dos Campeões da Europa de 1988, conhecida desde 92 como UEFA Champions League.

Hiddink foi campeão europeu com o PSV em 1988: a maior glória do clube.

Hiddink provou mais uma vez porque é um dos melhores técnicos holandeses de sempre, pois conseguiu reconstruir o time com novas peças, mesclando jovens, que vinham cada vez mais mostrando que seriam atletas com carreiras sólidas, com jogadores experientes.

Hiddink (agora sem bigode) na apresentação de Phillip Cocu para a temporada 04/05.
Hiddink (agora sem bigode) na apresentação de Phillip Cocu para a temporada 04/05.

PSV Eindhoven: O último grande time holandês

Campeonato Holandês – Campeão

PSV Eindhoven - Campeonato Holandês - Campeão

Foi uma campanha para ficar na história do clube, pois o PSV pegou a liderança na 5ª rodada e não largou mais. Por pouco não foi um título invicto, já que ao todo foram 27 vitórias, 6 empates e apenas uma derrota na 17ª rodada para o Roda JC em casa.

Nos clássicos, ganhou as duas partidas contra a Ajax, 2×0 no Philips Stadion e um passeio de 4×0 em Amsterdã, com direito a um hat-trick de Mark van Bommel.

Contra o Feyenoord, empatou por 3×3 em Roterdã, após estar ganhando por 3×1,  faltando cerca de 10 minutos para acabar o jogo. Já no jogo da volta em Eindhoven, mesmo com uma boa atuação de Dirk Kuyt balançando suas redes duas vezes, conseguiu uma vitória de 4 x 2 com atuação inspirada de Ibrahim Afellay, que fez dois gols, sendo um deles uma pintura, e deu uma assistência.

PSV Eindhoven: O último grande time holandês

Copa da Holanda – Campeão

PSV Eindhoven Copa da Holanda - Campeão

A já citada derrota para o NAC Breda no ano anterior, servia de alerta para os vermelho e brancos, que sabiam que não podiam ter momentos de desconcentração mesmo contra equipes pequenas.

E o alerta serviu bem. Nas oitavas, com menos de uma hora de jogo, já metiam 4×0 no simpático FC Volemdam, com 2 gols de Mark van Bommel, um de Hesselink e outro de Ji Sung Park.

Nas quartas, mais uma tetinha, o FC Oss que teve que ir buscar a bola no fundo do seu gol seis vezes. Final, 6×1. Além do hat-trick de Robert, Lamey, Beasley e van Bommel completaram a saraivada. Foi bom o PSV ter aproveitado, pois nas semifinais a coisa seria MUITO diferente.

Quando os comandados de Guus Hiddink foram enfrentar o rival Feyenoord em Roterdã, já era sabido que seria uma pedreira, porém o negócio foi mais emocionante do que se poderia imaginar.

Basicamente, com a partida já entrando nos acréscimos, o PSV estava sendo eliminado, até que veio o gol de empate salvador de Beasley no minuto 89, levando a partida para os penaltys. Com a moral bem mais alta, os Lampen conseguiram vencer as penalidades e garantiram um lugar na final.

No dia 29 de maio de 2005, os 35 mil torcedores presentes no Estádio de Kuip, em Roterdã, não viram apenas uma final de copa, na verdade foram testemunhas de um verdadeiro monólogo do gigante de Eindhoven para cima do Willem II. 4×0 fora o baile, gols de Bouma, Cocu, Park e Hesselink. Mais uma Copa da Holanda ia para a sala de troféus felpuda do PSV.

PSV Eindhoven: O último grande time holandês

UEFA Champions League – Semifinal

O PSV começou a competição na terceira fase de qualificação, onde despachou o Estrela Vermelha de Belgrado após perder o primeiro jogo na Sérvia por 3×2 e aplicar uma goleada de 5×0 na Holanda. 

Caiu do grupo E, ao lado de Arsenal, Panathinaikos e Rosenborg, e, apesar do favoritismo do time londrino, os Boeren terminaram a primeira fase com os mesmos 10 pontos dos ingleses, perdendo apenas nos critérios de desempate. Durante a campanha foram 3 vitórias, 2 empates e 2 derrotas

1º Jogo – Arsenal fora – Derrota 1×0

Como era de se imaginar, não seria fácil ganhar do Arsenal em Londres, ainda mais AQUELE Arsenal, que acabara de ser campeão inglês invicto com Thiery Henry na sua plenitude, todavia a forma como a derrota veio é que deu esperanças, apenas 1×0 com um gol contra do zagueiro Alex.

2º Jogo – Panathinaikos em casa – Vitória 1×0

Vitória magra e de uma importância gigantesca, que fez com que o PSV não se distanciasse da briga pela classificação. 1×0, com um golzinho de Hesselink faltando dez minutos para acabar a partida.

3º Jogo – Rosenborg fora – Vitória – 2×1

Novamente, no sufoco, mais um triunfo que colocou o time de Eindhoven de uma vez na briga, após Farfán fazer o primeiro e ver o Rosenborg empatar, o tento da vitória só veio no minuto 86, através de John de Jong.


4º Jogo – Rosenborg em casa – Vitória – 1×0

Mais uma vitória magra e, novamente, frente ao time norueguês, um a zerinho vindo dos pés de DaMarcus Beasley, logo aos 10 da primeira etapa.

5º Jogo – Arsenal em casa – Empate – 1×1

Conseguir arrancar um empate com Arsenal foi fundamental para a classificação à segunda fase. Após André Ooijer abrir o placar, Henry empatou para o Arsenal, mesmo assim o PSV cravou sua classificação nessa partida.


6º Jogo –  Panathinaikos fora – Derrota 4×1

Mesmo já classificado, Hiddink mandou a sua equipe titular para a Grécia, na esperança de terminar em 1º do grupo e pegar um adversário teoricamente mais fraco nas oitavas, porém nada saiu como planejado e somada a derrota de 4×1 à vitória do Arsenal frente ao Rosenborg, o PSV se classificaria como vice.

Oitavas de final: 1º jogo – Monaco em casa – Vitória 1×0

No final das contas, foi uma ótima ter se classificado em segundo, já que o adversário foi o Mônaco, que por mais que tivesse sido finalista no ano anterior e tivesse jogadores como Saviola, Evra, Maicon e Adebayor em seu elenco, não era tão assustador quanto o adversário do Arsenal, primeiro do grupo, que pegou “apenas” o Bayern de Munique. 

No Philips Stadion, como já era praxe, 1×0 raquítico frente ao time do principado, gol de cabeça do brasileiro Alex.

Oitavas de final: 2º jogo – Monaco fora – Vitória 2×0

Obviamente, por ter perdido de 1×0 e, principalmente, por não ter marcado nenhum gol fora, o Mônaco sabia que teria que se expor. Bom para Hesselink, que abriu o placar com uma cabeçada, que mais parecia um chute, logo aos 26 do primeiro tempo.

Beasley colocou a segunda pá de cal aos 24 da segunda etapa, após ótima jogada na ponta tramada por Park e Cocu. E após a expulsão de Givet no lado monegasco, que na verdade poderia ser classificado como tentativa de homicídio doloso, os 14 minutos de partida restantes eram apenas protocolares, o PSV estava nas quartas.

Quartas de final: 1º jogo – Lyon fora – Empate 1×1

O sorteio colocou mais um time da liga da França frente ao PSV, dessa vez, o Lyon, que contava com jogadores do calibre de Juninho Pernambucano, Essien e Malouda. A zaga brasileira formada por Cris e Claudio Caçapa era uma das mais fortes da Europa no momento, por isso, um empatezinho com gols fora caiu muito bem. Graças a Phillip Cocu, que fez o tento de empate faltando quase 10 minutos para o término do jogo.

Quartas de final: 2º jogo – Lyon em casa – Empate 1×1 (Vitória nos Penaltys)

Quando Bouma afastou no pé de Wiltord, que chutou e Gomes espalmou a bola para dentro do próprio gol, os torcedores do PSV coçaram a cabeça. Agora a vantagem de gols fora tinha ido para o espaço e o time holandês precisaria fazer 2×1 para evitar os penaltys. 

E de fato isso quase aconteceu, já que Alex marcou um belo gol, após matar no peito e fuzilar o goleiro Coupet no rebote do escanteio, e van Bommel bateu uma falta que passou assobiando na trave, porém parou por aí e as penalidades iriam acontecer.

Aí brilhou a estrela do brasileiro Gomes, que catou dois penaltys, um de Essien e outro de Abidal, craques da equipe francesa. E coube a outro brasuca, o atacante Robert, bater o penalty decisivo para colocar o PSV em uma histórica semifinal de UEFA Champions League, que não chegavam a 17 anos.

Semifinal: 1º jogo – Milan fora – Derrota 2×0

O time do Milan era uma verdadeira seleção mundial, que contava com o goleiro brasileiro Dida, uma das melhores duplas de zaga da história do Milan, Maldini e Stam, e de quebra o brasileiro Cafu, na lateral direita. No meio campo, a segurança defensiva de Gattuso, o talento puro de Seerdorf e Pirlo, junto com Kaká, que tinha talento aliado a uma potência física. No ataque, Hernán Crespo, titular da seleção argentina, e o ucraniano Shevchenko, um dos melhores atacantes da história do clube.

Nos primeiros 10 minutos foi um verdadeiro sufoco para o PSV, com os rossoneri obrigando Gomes a trabalhar muito, porém a partir dos 14 o time holandês equilibrou e teve duas chegadas perigosas com Farfán.

O Milan, por sua vez, também não deixou de atacar, e aos 41 da primeira etapa, a combinação letal Kaká+Shevchenko abriu o placar no San Siro. O brasileiro, com um toque, desmontou a zaga holandesa e deixou Sheva na cara para abrir o placar, Gomes pouco teve o que fazer.

Logo no início do segundo tempo, o coreano Lee por pouco não empatou, após um chute rasteiro que Dida quase colocou para dentro da própria meta, logo depois, outro coreano, dessa vez Park, chutou da  marca do penalty, uma chance de ouro, porém o chute saiu fraco e Dida agarrou fácil.

Isso não intimidou a equipe italiana que continuou chegando com perigo, obrigando Gomes a se virar, mas da segunda metade do 2º tempo para frente, o PSV chegou várias vezes, três delas perigosíssimas, através de van Bommel e uma cabeçada de Hesselink, que passou perto. Faltando 10 minutos para acabar a partida, o PSV estava muito mais perto de empatar do que o Milan fazer o segundo, porém…

Jogar contra uma equipe estrelada é sempre complicado, pois mesmo quando se está jogando melhor, ela pode te machucar em um lance e foi exatamente isso que aconteceu.

Kaká teve a bola no pé na entrada da área, Cafu passou igual a um raio puxando parte da marcação, o que deu espaço para o camisa 22 tentar um chute, que desviou em Cocu e sobrou no pé do dinamarquês Tomasson, que havia entrado no lugar de Crespo, empurrar para fazer um 2×0 injusto, se é que tem justiça no futebol. A missão na Holanda seria espinhosa.

Semifinal: 2º jogo – Milan em casa – Vitória 3×1

Philips Stadion pulsando com 35 mil torcedores cantando a plenos pulmões e acreditando na passagem para a final, assim era o cenário para o 2º jogo. E as esperanças ficaram ainda maiores quando logo aos 8 minutos de jogo Ji Sung Park abriu o placar após tocar para a proteção de Hesselink e infiltrar para balançar a rede do time de Milão.

Os Lampen continuaram soberanos na partida e quase fizeram o segundo após, o sempre perigoso pelo alto, Hesselink cabecear firme um cruzamento de uma falta lateral, que explodiu no travessão de Dida.

A segunda parte do jogo continuou rezando na mesma cartilha, PSV chegando muito e o Milan pouco produtivo. O que resultou na explosão da torcida vermelha e branca aos 19 minutos, quando Lee cruzou da esquerda e Cocu antecipou  Kaladze para testar firme e igualar o confronto. Agora, apenas um gol separava o PSV de uma final histórica.

Em um lapso da defesa holandesa, Ambrosini subiu sozinho no escanteio obrigando Gomes a fazer uma defesa muito importante. 10 minutos depois, já quase nos acréscimos, de novo, a mesma situação: Kaká cruzou e Ambrosini apareceu novamente sem marcação para cabecear, só que dessa vez o desfecho foi diferente.

Gomes  não conseguiu evitar o gol rossoneri, os torcedores estavam incrédulos, a partida caminhava para a prorrogação com o time jogando melhor, agora tudo se transformava em uma loucura para conseguir dois gols.

O primeiro gol da remontada veio já nos acréscimos, depois que Hesselink desviou uma bola longa para Cocu pegar de primeira e vencer Dida mais uma vez. Já o segundo… bem, o segundo nunca veio, a partida terminou em 3 x 1 e o PSV fora eliminado pelos gols fora, terminava assim a trajetória do último grande PSV da história.

Apesar de ter sido campeão holandês na temporada seguinte, esse time foi desmantelado com as saídas do capitão Mark van Bommel para o Barcelona, da dupla de coreanos, Lee (Tottenham) e Park (Manchester United), o zagueiro Bouma para o Aston Villa, do atacante brasileiro Robert para o Real Betis e do meia Vogel, para o Milan;

Agora, para finalizar, vamos falar um pouco de cada um dos jogadores que foram destaque nessa equipe histórica.

Goleiro – Heurelho Gomes

Heurelho Gomes PSV Eindhoven

O brasileiro deu a segurança que o PSV precisava. Gomes já era um atleta multicampeão com o Cruzeiro e conseguiu se firmar como uma barreira. Foram 128 jogos pela equipe de Eindhoven e suas atuações o levaram à seleção brasileira e, consequentemente, a uma venda ao Tottenham da Inglaterra por um valor girando na casa de 10 milhões de euros

Lateral direita – André Ooijer

André Ooijer PSV Eindhoven

Ooijer, já era um lateral experiente que conquistou muitos títulos com o PSV e era figura certa na seleção da Holanda devido as suas atuações no clube de Eindhoven. Saiu do clube em 2006 para o Blackburn da Inglaterra por um valor em torno de 2,5 milhões de euros.

Lateral esquerda – Lee Young-pyo

Lee Young-pyo PSV Eindhoven

Em apenas 2 anos de PSV, Lee jogou tanto e de forma tão constante que logo após a temporada histórica de 2004/2005, foi vendido para o Tottenham da Inglaterra por 4 milhões de euros.

Zagueiro – Alex

 Alex PSV Eindhoven

O brasileiro jogou tanto que fora convocado para a Copa do Mundo de 2006 como jogador do PSV. Infelizmente para ele, uma lesão o tirou da competição. Alex ainda jogou mais duas temporadas na Holanda, até que seu visto de trabalho foi concedido e ele retornou do empréstimo para o Chelsea.

Zagueiro – Wilfred Bouma

Wilfred Bouma PSV Eindhoven

Logo após a temporada 2004/2005, Bouma rumou para jogar no futebol inglês, no Aston Villa, que pagou cerca de 4,7 milhões de euros ao PSV para contar com os serviços do jogador que era constantemente convocado para a seleção holandesa.

Volante – Phillip Cocu

Phillip Cocu PSV Eindhoven

Cocu já estava em final de carreira, mas suas atuações no PSV ainda o levaram à Copa de 2006, aos 34 anos. Saiu do clube em 2007 para atuar no Al Jazira dos Emirados Árabes, onde encerrou sua carreira.

Meio Campo – Mark van Bommel

Mark van Bommel PSV Eindhoven

Infelizmente, por estar em final de contrato, a saída do capitão para o Barcelona, não rendeu nada aos cofres do clube. Ficou para o PSV o retorno esportivo que van Bommel trouxe para o time de Eindhoven. Ele ainda jogaria em times como Bayern de Munique e Milan, antes de retornar ao clube em 2012 para encerrar sua carreira. O meia ainda foi vice-campeão com a Holanda na Copa de 2010.

Meio Campo – Johann Vogel

Johann Vogel PSV Eindhoven

Um dos melhores jogadores suíços da época, Vogel atuou por 6 anos no PSV. Após a temporada histórica de 04/05 seu contrato acabou e ele saiu a custo zero para o Milan.

Ponta Direita – Ji Sung Park

Ji Sung Park PSV Eindhoven

As atuações de Park no PSV renderam logo na temporada seguinte, uma venda no valor de 7,3 milhões de euros para o Manchester United, onde o atleta venceu muitos títulos e passou a ser considerado por muitos, o melhor jogador coreano da história.

Ponta Esquerda – Jefferson Farfán

Jefferson Farfán PSV Eindhoven

O peruano, que às vezes também atuou no centro do ataque, jogou por mais 3 temporadas no PSV até 2008, quando foi vendido ao Schalke 04 por cerca de 10 milhões de euros. Ele ainda disputaria a Copa de 2018 com a seleção do Peru.

Atacante – Jan Vennegoor of Hesselink

Jan Vennegoor of Hesselink PSV Eindhoven

Hesselink ainda ficou mais uma temporada no PSV antes de ser vendido ao Celtic da Escócia por 4,5 milhões de euros. Em sua passagem pelo PSV, o atacante marcou 89 gols, disputou a Copa de 2006 e a Euro de 2008, com a Oranje.

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Equipe FCA

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