KB de Copenhague -O Colosso extinto

KB de Copenhague Quem acompanha futebol internacional, mais precisamente o europeu, sabe que o time dinamarquês mais popular, que sempre figura em Liga Europa ou até mesmo em Champions League, se chama F.C. Copenhague. E se ele está sempre na vitrine logo se imagina que sempre mandou no futebol da terra da Pequena Sereia, mas na prática, essa agremiação nem completou três décadas de vida sequer e está a duas ligas de se igualar ao melhor de todos. A realidade é que o maior time da história do país nórdico ganhou seu último título há quase 40 anos e foi extinto em 1992. Seu nome: Kjøbenhavns Boldklub.

Camisa do KB de Copenhague.
Camisa do KB de Copenhague


Nascia o Colosso

Em 26 de abril de 1876, nos campos de Copenhague, era fundada a instituição que viria dominar o futebol local por anos e anos. Seu logotipo foi criado por Thorvald Bindesbøll, o mesmo que fez o da cerveja Carlsberg (mais nacional que isso impossível). Apenas dois anos depois da sua criação é que foi iniciado o departamento de futebol, com a primeira partida sendo realizada em 1879, o que lhe dá o título de clube mais antigo da Europa Continental. Para se ter ideia, nesse período, o Brasil ainda estava sob o reinado de Dom Pedro II.

Logo da Carlsberg.

O mesmo criador do logo da cerveja Carlsberg criou o do KB de Copenhague
O mesmo criador do logo da cerveja Carlsberg criou o do KB de Copenhague

Durante seus 116 anos foram troféus e mais troféus, além de ter tido o orgulho de vestir dois deuses do futebol do país. Um é o maior artilheiro da seleção, Poul Nielsen, que, em sua passagem pelo clube, anotou 276 gols em 201 jogos, repito: 276 gols em 201 jogos. O outro é simplesmente o melhor jogador dinamarquês de todos os tempos, Michael Laudrup, que teve uma história bem mais modesta, porém significativa, pois sua estreia como profissional foi envergando a lendária camisa branca.

Foto de Michael Laudrup (à direita) junto com seu irmão Brian e seu pai Finn nos tempos de O mesmo criador do logo da cerveja Carlsberg criou o do KB de Copenhague
Michael Laudrup (à direita) junto com seu irmão Brian e seu pai Finn.

O KB também foi um provedor de pé-de-obra para a seleção nacional. Em sua história foram 75 jogadores convocados. Além disso, na olimpíada de Londres, em 1908, 5 jogadores do time pertenciam aos brancos. Falando em números, a agremiação conquistou 15 títulos da liga (recorde até hoje), se destacando, nesse período, um tri seguido nas temporadas 48, 49 e 50 e apesar de não ter muito sucesso em copas, o clube ainda conseguiu levantar uma em 1969.

E  por que acabou o KB de Copenhague?

Desde a década de 80 havia uma ideia de se ter apenas um grande clube que abraçasse toda a capital do país. Esse pensamento surgiu pela constatação de que havia muitos clubes de subúrbio em Copenhague e essa disputa, na visão do mercado, não era bem-vinda, pois faziam as torcidas serem diluídas em vários times, além de impedir que um se destacasse muito mais do que o outro. De fato, após o KB abocanhar a liga em 80, a coisa começou a ficar bem mais disputada no país, com 5 campeões diferentes em 5 anos, sendo 3 da cidade de Copenhague.

Logo do Brøndby IF
Brøndby IF: o principal rival do KB de Copenhague e atualmente do FC Copenhague.

De um gigante, nasce outro

A solução foi a união de 2 grandes clubes da capital, criando assim o F.C. Copenhague. Em setembro de 91, foi oficializada a fusão do Kjøbenhavns Boldklub com o Boldklubben 1903,  que já era uma instituição relevante, com 9 troféus nacionais levantados até então. Pessoas influentes no país, como o bilionário Christian Kjær, diziam que: 

“Precisamos de um time que possa atrair uma multidão e fazer o futebol florescer. Precisamos recuperar o espírito dos velhos tempos, quando mais pessoas iam assistir futebol e se envolviam mais, quando gritavam, aplaudiam e se divertiam. ”

Já o presidente do Boldklubben 1903 à época, Benny Olsen, ia além: “O FC Copenhague elevará o padrão do futebol dinamarquês e nos dará novas oportunidades internacionais. Se quisermos sobreviver e sermos concorrentes, por exemplo, do Brøndby, precisamos criar uma super equipe em Copenhague, onde patrocinadores e espectadores recebam ótimas instalações e permitam que o futebol dinamarquês floresça. ”

Willian Kvist erguendo o troféu de campeão dinamarquês.
Willian Kvist erguendo o troféu de campeão dinamarquês. De um gigante nasceu outro.

Essa ideia revolucionária se mostrou acertada, pois em campo o novo time da cidade colocou 21 troféus na sua prateleira, além de, como já citado no início da matéria, ser figura carimbada em competições europeias. Até 2009, o time B do FC Copenhague era oficialmente chamado de KB, uma homenagem justa a tudo que essa instituição alcançou entre 1876 e 1992.

Equipe FCA

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